O velho som de sempre perturbou-me.
O amor deles era algo tão misterioso que nem o sábio Sherlock Holmes desvendaria.
Ela o amava: um brilho tão intenso quanto o da lua refletida ao mar, mas sua inocência a levou ao declínio.
Ilusões a parte feriram seu coração e de tanto sofrer, acostumou-se; era como se algo cinza e frio tivesse se apossado de seu quarto e sua vida.
Lamentava-se todos os dias perguntando-se o porquê ele a destruiu e e meio aos "porquês" continuou sem resposta.
O amor dele era a única solução em meio a sua devastada vida.
Tudo estava errado, ela não pertencia a lugar nenhum, se sentia uma intrusa; era como velejar em um barco furado.
Ela estava cansada de fantoches e do frio que a consumia.
Cansada da dor de ser partida, cansada dela mesma; céu azul, sorriso falsos... estava cansada! Só isso!
Repetia seu mantra mais uma vez para si: respire e continue. Chovia. Deixou a chuva escorregar em sua face, era algo prazeroso. Abriu o guarda-chuva e repetiu: "apenas respire e continue".
E seguiu em direção ao grande nada que já estava monótono em sua vida.
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